Paris é uma cidade repleta de museus, dos mais célebres – como o
Louvre e o
d’Orsay – aos mais inusitados e desconhecidos. Ficaria, portanto, difícil fazer um post sobre museus em geral, pois ele não seria capaz de abarcar tantas alternativas distintas. Decidi então, falar dos meus museus preferidos, não necessariamente em ordem de preferência, mas por alguma característica mais particular, singular mesmo (
Musée d’Orsay aqui e
aqui,
Quai Branly aqui e
Rodin aqui). É a vez do
Beaubourg.

Primeiro, um pouquinho de
história e arquitetura. O
Centro Nacional de Arte e Cultura Georges Pompidou (Centre National d'Art et de Culture Georges Pompidou), conhecido também por
Beaubourg, acabou de comemorar 30 anos de existência. Criado, em 1977, para ser um local das artes moderna e contemporânea – artes plásticas, música, cinema, teatro, livros... –, o
Pompidou prima pela pluridisciplinaridade e seu prédio, fruto da arquitetura do século XX, de
Renzo Piano e
Richard Rogers, representa bem isto. Dois pontos são de especial interesse no prédio: a
escada da fachada frontal e as
tubulações encontradas na parte de trás do museu (
rue Beaubourg). A
escada, exterior ao prédio, é linda vista do pátio – seu assoalho é vermelho e todo recortado, com uma forma que lembra uma lagarta. As
tubulações coloridas não estão lá por acaso; elas representam diferentes áreas e funções: o
azul para o ar, o
verde para a água, o
amarelo para as instalações elétricas e o
vermelho para a circulação de pessoas. Além disso, vale a pena mencionar a
Fontaine Igor Stravinsky, situada na lateral do museu (pode ser vista do terraço), repleta de esculturas cinéticas multicoloridas de
Niki de Saint Phalle (a artista das Nanás
aqui) e
Jean Tinguely.






O
Centro Pompidou ficou fechado de outubro de 1997 a 1º. de janeiro de 2000, sendo completamente reestruturado para abrigar sua coleção com maior qualidade e permitir um melhor acesso do crescente público às instalações. Toda a coleção foi redistribuída pelas salas do museu – desta vez, o critério foi a cronologia, sendo o tour um pouco mais histórico do que acadêmico (pelas escolas de arte, como era antes... a
Bauhaus está
aqui). Eu confesso que achei um pouco mais organizado e mais “fácil” de encontrar uma fase ou obra em particular, o que antes era um pouco confuso.
Por isso, atenção: caso seu guia de viagem não esteja atualizado, procure o folheto do museu, pois o local das obras foi completamente modificado!
Mesmo que você não seja um admirador de arte moderna/contemporânea, não deixe de visitar o
Beaubourg – sua arquitetura ímpar tem tudo para tornar o passeio super válido. E não deixe de observá-lo do alto de outro monumento, como a
Tour Eiffel (
aqui) ou a
Notre-Dame, pois ele realmente é incomparável com os demais prédios ao seu redor! Viva a diferença!
***Informações práticas:Centre PompidouEntrada principal pela Place Georges Pompidou
tel: (0)1 44 78 12 33
Tarifa (
incluído no Paris Museum Card)
€12
Funcionamentode 11 às 21h
Fechado às terças e em 01 de maio
AcessoMétro Rambuteau, Hôtel de Ville, Châtelet
R.E.R Châtelet - Les Halles
Bus 21, 29, 38, 47, 58, 69, 70, 72, 74, 75, 76, 81, 85, 96***