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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

en Eco... Um Cantão sustentável

Hoje, 3 de setembro é dia do biólogo. Aproveito para falar, mais uma vez, do consumo consciente e sustentável através de ações simples, mas que podem beneficiar, e muito!, nossa relação com o planeta.

Em 2009 (aqui), falei sobre a sustentabilidade na moda e dois programas inovadores: a francesa Tudo bem? e a brasileira Osklen. Neste post, é a vez da marca carioca Cantão.

No post sobre a marca, publicado em 2008, fiz uma análise do Cantão para a pós-graduação de moda (aqui) e estes foram os pontos principais:

“Sua característica inovadora sempre esteve presente: o Cantão foi a primeira marca a lançar agendas must-have e suas mochilas tornaram-se objetos de desejo nas escolas cariocas.”

“Para isso, seu programa de fidelidade tem sido uma boa opção.”

“A cada nova coleção, mesmo com a logo imutável, as bolsas e embalagens ainda são modificadas, o que parece ser um movimento atual em muitas lojas.”


“Resumindo, parece que o Cantão conseguiu manter a sua clientela fiel e renovar-se em busca de novos admiradores da marca, posicionando-se com uma visão que almeja colocar, cada vez mais, a marca como objeto de desejo, agora no século XXI!”

Dois anos depois, o Cantão volta ao blog, devido a sua mais recente aposta: ao invés de bolsas plásticas, a marca passou a colocar as compras dos clientes em sacolas de tecido!


Além disso, outro ponto de destaque, é o novo programa de fidelidade, o Meu Cantão, no qual 10% do valor da compra podem ser descontados em uma nova compra! Quer coisa melhor do que ser cliente VIP (aqui e aqui)?


Depois das inúmeras bolsas plásticas, que representaram a marca, é a vez da ecobag! É o Cantão do século XXI, mostrando que é possível pensar em um planeta sustentável e fashion! Ah, e continuar lançando itens must-have, como esta releitura da famosa mochila jeans...



E não esqueçam dos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar!

Feliz dia do biólogo a todos os amigos e colegas de profissão!


***Mais Cantão:
A avaliação de uma marca de moda
Um lookbook para chamar de seu
Cliente VIP é assim...
***


***Outros links relacionados ao consumo consciente e sustentável:
O planeta agradece
A shopping bag do MET
O verão na moda
A Grande Galeria da Evolução
Compras no estilo Amélie Poulain
***

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

en Tendance... Compras no estilo Amélie Poulain

Desde a primeira vez que estive em Paris, algo me chamou a atenção: as parisienses e seus lindos carrinhos de compras! Como o comércio de bairro é bastante valorizado por lá, o uso dos carrinhos para ir à padaria, à floricultura, à queijaria, é algo corriqueiro.

Enquanto isso, no Brasil, fazíamos (e ainda fazemos!) o uso indiscriminado de sacolas plásticas, em supermercados, farmácias e outras compras. Como já falei aqui e aqui, uso ecobags muito antes disso ser politicamente correto. Talvez pela minha formação de bióloga, sempre me preocupei com o planeta e a produção de lixo não-degradável.

Vale a pena visitar este post aqui sobre a Grande Galeria da Evolução, do Museu de História Natural de Paris, para conhecer as perguntas que existem na saída dele... e refletir sobre elas!

No Rio de Janeiro, acaba de entrar em vigor uma lei que regulamenta o uso das sacolas plásticas, em supermercados. Tomara que isto incentive outras iniciativas e que, no futuro, possamos prescindir delas. O planeta, como sempre, agradece!

Mas, o que usar para substituir as sacolas plásticas? Agora, também no Brasil, já temos carrinhos de compras super fofos e que permitem compras livres de plástico! Sempre me sinto a própria Amélie Poulain, pelas colinas de Montmartre...

Ah, e vale lembrar sempre dos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar!


***

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Para uma casa criativa... click!

Apesar de adorar viver na era da fotografia digital, não resisto: revelo as imagens das viagens, pois prefiro vê-las impressas, ali na minha mão, para observá-las com calma, em detalhe... sem precisar do computador ou da TV! Além disso, gosto de anotar dicas e endereços, registrar impressões e informações que depois podem ser esquecidas... como um diário de bordo, sabe?




Mas, os álbuns de fotos, na maioria das vezes (todas?), são muito sem graça ou feios mesmo! Por isso, dando prosseguimento às dicas de tendência eco-sustentável, faço capas para eles – eu utilizo o que estiver disponível: papéis de presente, bilhetes, folhetos e tickets de viagem, recortes de revistas, fotos selecionadas que imprimo em P&B... tudo pode virar uma capa personalizada, inclusive, mostrando o tema das fotos do álbum! Basta usar a imaginação, querem ver?

Neste álbum, com fotos de Paris, aproveitei o saco de papel do Louvre:



Aqui, as fotos do meu acervo pessoal, em P&B, são de Portugal:


No álbum de NY, recortei um catálogo da Tok & Stok:


Mais uma montagem de fotos de Rouen e Paris (é, de Paris tenho vários, né? Por que será (risos)?):


Gostaram?


***Para uma casa mais criativa:
Cantinho de viagem
Bilhetes e tickets de viagem
Na cozinha
As rolhas
No banheiro
Produtos de beleza
À mesa
***

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

in-Terviews... Um jovem designer brasileiro

Desde pequena, sempre fui apaixonada por móveis de madeira. Lembro que, quando entrava em uma loja fantástica de mobiliário de madeira, eu ficava fascinada: com as texturas, as cores, o cheiro, as diferentes madeiras... Era como se, em cada um dos veios, eu pudesse enxergar a história de tão esplêndida matéria-prima! Aprendi a respeitar, portanto, as árvores e as florestas, pois não podia imaginar um futuro sem a madeira... e, ao cursar biologia, esta ligação com a eco-sustentabilidade apenas aumentou. Aqui no Brasil, já tínhamos perdido grandes quantidades de madeira nobre, como o jacarandá, por não ter sido avaliado o risco de um consumo desmedido. É uma pena, pois o jacarandá é uma das madeiras mais lindas... Ainda bem que, hoje em dia, já podemos contar com a madeira ecologicamente correta! E quem trabalha com esta madeira?

Recentemente, tive o prazer de conhecer um jovem designer brasileiro, cujo trabalho muito me agradou: Estêvão Toledo. Ele consegue dar um ar contemporâneo e bastante cool, em suas peças de mobiliário e em luminárias, assim como nos projetos conceituais e de ambientes. E, para a minha grande alegria, o Estêvão aceitou ser entrevistado por mim, mostrando-se super solícito e gentil. Com vocês, o nosso papo, que inaugura a seção pePPer in-Terviews:


Estêvão, para você, o que é ser um designer?
É ser uma pessoa que tenha a cabeça nas nuvens, os pés aventureiros e firmes na direção do destino escolhido, perseverante para enfrentar as dificuldades ao longo do caminho e um coração esperançoso que busque encontrar uma opção diferente e pelo menos tão boa quanto as anteriores.

Fale sobre a sua trajetória como designer, contando sobre a sua formação acadêmica e o primeiro contato com o mundo dos projetos pessoais e profissionais.
Tudo começou ..... no curso de engenharia e o sonho de herdar a empresa do meu pai, mas bastou seis meses para me dar conta de que o caminho mais seguro não era o desejo do meu coração, abandonei a engenharia e infelizmente o sonho de mamãe de tocar a empresa de papai (bonitinho né?!!! Bonitinho mas bem sem gracinha!!) UFAAA... Comecei desenho industrial na FAAP. Paralelamente à faculdade comecei um curso de marcenaria no Senai do Brás, tinha convicção de que o caminho acadêmico somado ao prático aumentariam minha capacidade profissional para criar e confeccionar móveis diferenciados. O que de fato aconteceu, anos mais tarde, montei minha marcenaria no próprio bairro num galpão da família que funciona até hoje. Lá invento, faço tentativas, tenho liberdade absoluta para desenvolver meu lado artístico sonhador. Tive o privilégio ao longo da minha formação de trabalhar e aprender ao lado de alguns dos maiores nomes do design brasileiro como: Fernando e Humberto Campana, Baba Vacaro, Carlos Motta e Pedro Petry, que me ensinou a tornear peças em madeira no tempo em que ele ainda tinha oficina em Joinvile.

Quais foram as suas maiores influências artísticas?
É difícil dizer..... eu tenho muitas, mas procuro me alimentar de pessoas que inspirem a nos tornarmos seres humanos melhores, minhas influências artísticas pairam num âmbito mais amplo, não dizem respeito só a produção, objetos, obras ou coisas materiais, mas estórias, gestos, biografias, atitudes, sentimentos, o movimento da natureza me marcam também.

Conte um pouco sobre o seu processo criativo – como ele começa, qual é a inspiração, de que forma o projeto torna-se real?
Eu não tenho um método determinado para a criação, mas funciona mais ou menos assim: num pé calço o sapato do conhecimento técnico, no outro pé a sandália da poesia e vejo aonde eles me levam. É sempre uma briga danada no caminho, mas sempre chego a lugares interessantes.
Minha inspiração é como o vento, não se sabe da onde vem nem para onde vai, mas consegue vê-lo melhor quando se fecha os olhos.

Quem é o cliente do Estúdio Estêvão Toledo? O que ele busca, quais são suas necessidades?
Nosso cliente é uma pessoa que valoriza design, arte, que gosta de madeira, aprecia a confecção da marcenaria artesanal e tem responsabilidade sócio-ambiental. Ele busca compor ambientes belos de uma forma muito pessoal, sabe direitinho o nome, quem criou, de onde vem e o porquê de cada peça que compõe seus espaços, deixando-os mais agradáveis possíveis para melhor viver e conviver.

Acho interessante você se preocupar com o conforto e o bem-estar... como eles influenciam o desenvolvimento do seu trabalho?
Conforto tem muito a ver com ergonomia, que já traz consigo parâmetros pré-determinados. O bem-estar já é algo mais subjetivo e pessoal, daí entra a importância de personalização das peças e criatividade direcionada. Meu trabalho compreende em achar o ponto de equilíbrio entre estes dois vetores que muitas vezes exercem forças contrárias.

Que materiais costumam ser mais utilizado por você? Por quê? De onde vem a sua preferência por eles?
Uso principalmente a madeira, primeiramente por ser um material que é lindo por si só, sua beleza natural facilita muito meu trabalho como designer, qualquer um pode notar que na maioria das minhas peças deixo que sua beleza dite o ritmo. A madeira também é um material generoso plasticamente falando, você corta, lixa, cola, oferece inúmeras possibilidades de formas. A madeira é o resultado da apreensão de gás carbônico do nosso ambiente, se for usada de uma forma consciente é um material biodegradável, renovável, bonito e a concretização da maravilhosa e milagrosa força que a natureza tem de sozinha se equilibrar.

Ao utilizar madeira ecologicamente correta, você demonstra uma preocupação bastante atual – a eco-sustentabilidade. Qual a importância da utilização desta matéria-prima nos dias de hoje?
Se você for analisar mais a fundo a utilização da madeira para confeccionar móveis é pequena em relação a outros setores, como por exemplo a construção civil. Porém o design também tem como responsabilidade a formação de opinião e principalmente o de buscar sempre a excelência do produto dentro da faixa de custo ao público que se destina. Hoje a eco-sustentabilidade realmente é muito importante na tentativa de amenizarmos os danos da herança de uma sociedade pós-industrial.

A marcenaria parece estar ganhando um novo espaço, resgatando a força do artesão. Como vê o seu trabalho no mundo contemporâneo?
É verdade, no trabalho que desenvolvemos focamos refinar a marcenaria, onde se tira o seu lado amador das peças mal acabadas que é característica encontrada em algumas peças do trabalho artesanal por um acabamento fino e de medidas minuciosas, com a possibilidade de personalização dos produtos que é o ponto forte de quem produz peças uma a uma.
Estou muito otimista com os resultados do “meu trabalho” (é claro que existe uma equipe por traz, quando digo meu trabalho entenda-se que Estevão Toledo Design é composta por pessoas muito competentes e envolvidas neste resultado final, acredito que nunca se consegue nada sozinho), estamos vendendo bem e recebendo muitos elogios por todo o mundo.

E como é trabalhar com produtos conceituais, como a luminária “raiz de fora” e o vaso “borracha”?
É divertido e empolgante, como sou um designer independente tenho a possibilidade de algumas vezes criar objetos interessantes sem ter a obrigação de torná-los produtivos. Isso me dá a oportunidade de conhecer diferentes materiais mais de perto e refletir sobre novas possibilidades e funções.

Para encerrar, quais são os seus projetos para o futuro?
Meus projetos para o futuro...... hummmmmmm...... continuar vivendo, sonhando e tentando transformar idéias em realidade se assim Deus permitir.


Espero que vocês possam conhecer o trabalho dele e perceber o quanto a mão do artesão é capaz de criar peças tão especiais... obrigada, Estêvão – sucesso sempre!



quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O planeta agradece!

Minha formação inicial é a biologia. Sempre procurei pensar na sustentabilidade do planeta, desde muito nova, pois ele é a nossa casa! Fico então, muito feliz quando vejo as novas tentativas da moda e do design em preservar o ambiente... e o homem, claro! Dois programas da Globonews, nestes últimos dias, tocaram no assunto:


No Cidades & soluções, a empresa francesa Tudo bom?: do empresário Jérôme Schatzman, que já morou no Brasil, ela trabalha com o conceito do comércio justo – não é ajuda, mas trata-se de oferecer melhores condições de trabalho na cadeia produtiva! Suas roupas são produzidas com algodão do Paraná e feitas por costureiras de Petrópolis/RJ. Segundo ele, a maioria da população francesa já aceita pagar mais por produtos eco-sustentáveis. Todo o conceito da Tudo bom? baseia-se no estilo de vida do Brasil, a começar pelo nome! As lojas que vendem seus produtos são procuradas por pessoas que já adotaram a sustentabilidade como prioridade, assim como por quem busca uma alternativa fashion para a mesmice. É um enorme sucesso por lá! Aqui vão alguns endereços em Paris:

ALTER MUNDI
41 rue du Chemin Vert/75 011 – Tél: 01 40 21 08 91
9 rue de Rivoli/75004 – Tél : 01 44 59 81 66
25 rue Beaurepaire/75010 – Tél : 01 42 00 15 73
KOLAM – 2 rue des Plantes/75014



No Mundo S/A, o destaque foi o luxo sustentável da Osklen e sua preocupação sócio-ambiental. O WWF (World Wildlife Fund/Fundo Mundial para a Natureza) escolheu 7 marcas empenhadas na sustentabilidade e a Osklen foi a única brasileira e única de moda! Para Oskar Metsavaht, seria o novo luxo, com preços mais altos, porém implementando um novo valor!
A nova empreitada de Oskar é a Om.art, inspirada na Fabrica da Benetton – uma empresa multi-disciplinar (formada por designers, fotógrafos, museólogos, artistas plásticos...), com fonte de inspiração e material nacionais, desenvolvendo um novo conceito. Baseado no lifestyle brasileiro, é responsável pela terceirização de produtos e serviços, com fundamentação sócio-ambiental sustentável e chancela Osklen.

Nós não salvaremos tudo que gostaríamos, mas salvaremos muito mais do que se nunca tivéssemos tentado.” Sir Peter Scott (1909-1989), fundador do WWF

Não é o luxo do futuro?


***Ao publicar, percebi uma super coincidência: hoje, é dia do biólogo! Parabéns a todos os meus amigos e colegas de profissão... o planeta realmente agradece!***


Mais links sobre eco-sustentabilidade:

domingo, 24 de agosto de 2008

Para uma casa criativa... no banheiro

Um kit para cremes e afins!



Mais uma dica eco-sustentável: que tal aproveitar para outra função aqueles inúmeros objetos de cristal – pratos, bombonières – que ganhamos no casamento e nunca usamos para decorar a casa? Use um pouco de criatividade e vamos lá! Hoje, dou um exemplo do que fiz no banheiro, com meus (zilhões) de cremes e todos os apetrechos da mulher antenada: escovas, pentes, pincéis... Sobre o prato de cristal, originalmente a base de uma queijeira, coloquei todo o arsenal de beleza diário: cremes hidratantes e anti-idade (é, já preciso deles... risos), gel e sabonete de limpeza, esfoliante e tônico facial, desodorante, maquiagem [lip balm Nivea, mineralize skinfinish da coleção Wonder Woman MAC e pincel 2 em 1 Sephora] e gel protetor Granado. Também (re-)aproveito uma caneca para acondicionar pentes, escovas, pincéis, máscara de cílios. Não é uma boa idéia?


***Para uma casa mais criativa:
Cantinho de viagem
As fotos de viagem
Bilhetes e tickets de viagem
Na cozinha
As rolhas
Produtos de beleza
À mesa
***

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A shopping bag do MET

A tote bag do MET é uma réplica em tecido da super conhecida shopping bag do Metropolitan Museum of Art de Nova York, que eu comprei muito antes do conceito de eco-bag existir... mas, papel este (com perdão do trocadilho!) que ela agora desempenha com muita elegância!



Tão inovadora quanto era ao aparecer, em fins dos anos 1970, a shopping bag do MET, criada por Rudolph de Hazar, em 1978, é capaz de capturar o nosso olhar imediatamente. Tornou-se um ícone americano, com mais de um milhão de bolsas impressas por ano, o que faz dela um dos símbolos mais visíveis do enorme repertório de arte do hemisfério ocidental.



O design premiado de Hazar foi introduzido na época da abertura do novo centro de publicação de arte do museu, hoje conhecido apenas como “the Bookshop”, que fica fora do grande hall do museu. Ela é confeccionada em três cores – azul, amarelo e vermelho –, representando os pigmentos básicos da impressão colorida: ciano, amarelo e magenta, com o nome do museu em grandes letras brancas. Já é copiada, hoje em dia, em muitos museus pelo mundo: eu mesma acabei de trazer uma, do Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires... Elas são práticas e eco-sustentáveis! Além de super estilosas, claro!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Para uma casa criativa... as rolhas!

O post de hoje é um complemento ao Para uma casa criativa... na cozinha e uma sugestão da Marina: hoje, as blogueiras irão mostrar seus “vasos, vidros, aquários e afins” de rolhas de vinho, em uma forma divertida de conhecer um pouco a casa de cada uma.


No meu caso, são três bombonières de cristal, que ganhei no casamento, mas que acabaram transformadas em porta-rolhas de vinho – outra transformação eco-sustentável! Como vocês podem perceber, já não cabe mais uma rolha sequer! Preciso urgente de mais uma bombonière... pois a adega ainda está cheia (risos)!



***Para uma casa mais criativa:
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Para uma casa criativa... na cozinha

E com um bom vinho!


Como já mencionei antes no blog (leia aqui), aprendi a gostar de vinho, há bem pouco tempo... No entanto, desenvolvi uma paixão imediata pelos vinhos do Porto (mais aqui) e também pelos vinhos verdes, originários do norte de Portugal, terra dos meus ancestrais (e do meu marido também!) e que adoro visitar. Seguindo na tendência eco-sustentável, mais uma inspiração: que tal aproveitar as garrafas de vinho para confeccionar a decoração da mesa de almoço ou jantar – quem sabe, um queijos-e-vinhos bem especial? Na foto, são três lindas garrafas azuis, do vinho branco português Casal Garcia (também encontrada no vinho branco Gatão), nas quais adicionei pequenos laços e arranjos florais, criando um tríptico. Ele vai muito bem com um belo abridor de rolhas e ótimas taças, sobre uma toalha xadrez... bem à moda européia! Saúde!


***Para uma casa mais criativa:
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domingo, 20 de julho de 2008

Para uma casa criativa...

O cantinho de viagem e revistas!

Sempre procuro aproveitar objetos destinados a uma função para outros fins – afinal, a criatividade pode ser uma aliada e tanto, na hora de produzir o nosso dia-a-dia e a nossa casa, certo? Além disso, asseguramos uma vida eco-sustentável, sem desperdícios – uma tendência contemporânea e que permite desenvolver a inspiração!
Quando compramos a adega da foto, eu ainda não bebia vinho... Com isso, eu encarava o móvel como um mero “estocador de garrafas”... mas, eu comecei a apreciar um bom vinho e, com isso, comecei a perceber a incompatibilidade entre o sabor da bebida e a temperatura em que ele era conservado. No Rio de Janeiro, onde enfrentamos um verão contínuo, o vinho sofria muito e, inúmeras vezes, estava “cozido” quando era aberto... aliás, esta denominação foi aprendida com o craque Renato Machado, no Menu Confiança, no qual ele divide seu conhecimento sobre vinhos com o chef Claude Troisgros (adoro os dois!).
Bem, acabamos nos rendendo e comprando uma adega climatizada, que é capaz de manter o vinho sob temperatura e umidade constantes – um luxo! Daí, o que fazer com a adega antiga? Lá fui eu dar tratos à bola e criar moda! E, por fim, fiz o seguinte:



Na prateleira superior, temos agora o nosso cantinho de viagem, onde estão nossos guias de viagem, dicionários de bolso, livros sobre museus (alguns apenas...) e cidades preferidas, além de fotos (trocadas vez ou outra...).



Nos espaços destinados às garrafas, coloquei revistas de moda e viagem, nacionais e internacionais, cuja visualização permite um overview e a rápida escolha do exemplar a ser lido.

Gostaram?


***Para uma casa mais criativa:
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segunda-feira, 9 de junho de 2008

O verão na moda

Começou neste fim-de-semana, o Fashion Rio, em sua 13ª. edição, para a primavera-verão 2008-2009. O tema do evento é bastante pertinente ao mundo atual – repensar, reciclar, renovar.


Eu, como bióloga, não posso deixar de aplaudir esta iniciativa de chamar atenção para o ambiente, tão dilacerado por nossas práticas humanas cotidianas. Já é tempo de tomar consciência do nosso papel na preservação do planeta, com responsabilidade e participação ativa. E a moda pode ser um verdadeiro dispositivo catalisador desta consciência, pois moda não fala somente de roupas e acessórios, mas também, de comportamento. Nada mais contemporâneo que buscar alternativas ecologicamente corretas e tecnologias que não causem danos ao homem ou ao seu mundo, chegando a resultados surpreendentes.
Muitas empresas, inclusive, estão buscando estes novos materiais e técnicas, impulsionadas por um movimento mundial de preservação da Terra (e do próprio homem!), que começou timidamente, mas que já atinge escala planetária. Ainda não dispomos de grandes soluções para reverter os danos previamente causados, de forma eficaz, porém podemos pensar em não protelar mais a busca por novas saídas. É preciso começar, mesmo que possa parecer apenas uma pequena intervenção individual. Podemos, por exemplo, evitar o uso abusivo de sacolas plásticas. Por que não carregar uma linda shopping bag? Houve, há algum tempo, o “boom” da I’m not a plastic bag, que tornou-se um fenômeno de mídia, mas que parece ter caído no esquecimento. Uma pena! Foi uma associação e tanto de moda e comportamento, com o viés da eco-sustentabilidade, que poderia ter virado um hábito, bastante saudável por sinal...
Tomara que o tema do Fashion Rio consiga fazer pensar nisto, por mais tempo do que a duração do evento em si, pois assim, teremos certeza de que a moda pode oferecer muito mais do que tendências em tecidos, texturas e cores. Ela pode (e deve) ser capaz de representar o mundo em que está inserida e sinalizar novos modos de ser e agir do homem do século XXI.
Que tal então, adotar uma postura eco-fashion?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Vélib'... em Niterói?

Como foi exaustivamente noticiado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, viajou para Paris a fim de conhecer melhor o projeto parisiense de transporte por bicicletas. O vélib’ (vélo = bicicleta + liberté = liberdade) funciona em Paris, desde julho de 2007, operando mais de 20 mil bicicletas pela cidade, cujos usuários podem utilizar cartões anuais de pagamento.


O sistema Vélib’la ville est plus belle à vélo – funciona da seguinte forma: apanha-se uma bicicleta em uma estação (aproximadamente 750 pela cidade) e pode-se devolver em outra, em um sistema livre de locação, 24 horas por dia, 7 dias da semana. As estações estão a cerca de 300-500 metros de distância e as bicicletas, desenvolvidas por Patrick Jouin, encontram-se equipadas com dispositivos de segurança, sendo adaptáveis para homens e mulheres. O aluguel custa de 1 euro a 29 euros (anual), sendo que os primeiros 30 minutos são sempre gratuitos, independente do plano escolhido. Uma surpresa: as bicicletas, projeto da agência de publicidade JC Decaux, são fabricadas em Portugal, na cidade de Águeda! O maior problema enfrentado por Paris, atualmente, é uma questão de logística: algumas estações podem estar vazias ou então, cheias e sem poder receber novas bicicletas.
A intenção de testar o projeto no Rio, a princípio louvável, pois melhoraria o trânsito e o ar da cidade, além da saúde dos usuários, enfrenta entretanto, duras críticas – Por que não investir no metrô? Como evitar o roubo das bicicletas? E dos cariocas?
Apesar disso, o governador pretende começar a experiência em outubro, ligando as barcas ao prédio da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, sendo depois expandida à região metropolitana do Rio e Baixada Fluminense.
Será que irá funcionar? A bicicleta fará sucesso aqui, como em Paris? É esperar para ver (aqui)...